Quase sempre te escrevo...
mas ando com o coração
desanimado...
as palavras que te entrego
parecem que adormecem
no espaço, e no tempo...
preciso de um vento
forte que as impulsione,
e as façam chegar até você...
talvez algumas cheguem
na calada da noite,
e beijem teus lábios com
doçura e despertar...
e, outras te abracem
com o calor do amor que
mora no meu peito...
o cansaço bate a porta,
e você não chega...
minhas palavras não te tocam,
já nem sei se existes...
meus sonhos viajam todos
os dias no seu universo...
e você, sem forma e sem nome, existes
no silêncio, obscuro, disperso, distante...
teu corpo, teu rosto, teu nome, teu cheiro,
teu coração, tua existência...
tudo! - o espaço me consome...
e eu, só conheço essa tua ausência...
sei que hoje me encontrei com o luar,
que ouviu o silêncio de nós dois...
e a estrela que lê meus pensamentos estava
lá, num céu aberto e lindo...
céu, estrela, luar
e eu, a pensar em ti...
meu coração ainda diz,
que em breve estarei no teu olhar...
que a força do meu amor te tocará...
que você ficará de mãos dadas com o meu sorriso...
te espero meu amor!
Lene Soares
quarta-feira, 30 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Hoje
Hoje, exatamente hoje,
eu queria apenas um abraço
Não fale nada,
apenas me olhe nos olhos e sinta...
Deixe que a sensibilidade os leiam com ternura
Deixe que eu chore em seu peito,
como a um filho sendo mimado
Deixe que eu sinta o afago em meus cabelos,
como a um pai mimando a seu filho
Hoje exatamente hoje,
meus olhos sussurram...
Apenas me abrace
Já posso sentir tal ternura...
Apenas me abrace
Não exijas nada,
eu também não quero nada
Apenas me abrace
Lene Soares
domingo, 30 de maio de 2010
Borboleta Cintilante
Sou assim,
livre...
uma borboleta cintilante
Com esses tons de calmaria de quem vem de longe
e de uma dolorosa metamorfose...
Sou assim,
leve e viva...
leve e viva...
Tenho pressa, e esta, se chama pressa de viver
...de sentir toda liberdade concedida
Assim, cheia de graça...
Pairando calmamente entre flores de puro carmim
Lene Soares
Chove lá fora
Chove lá fora
e da vidraça vejo um pássaro solitário
Tão frágil me pareceu...
De penugem delicada com tons de azul
Respingos d'água caiam sem piedade
Fui ficando triste a pensar
Pobre passarinho a penar
Quando num momento mágico
Se pôs a cantar
E ao seu lado
Outros pássaros a pousar
Tudo em par
Lado a lado
Um a um
Pobre de mim
Lene Soares
Fragmentos de mim
Sou assim, muitas vezes fragmentos de mim...
Mas em todos sou luz; a luz que vem do justo Sol
Não me importo em ser piegas, sou menina e sou mulher...
Que pensa ser indefesa
sou é forte!
Incurável romantismo tenho em mim
Sonhadora eu sou, num imenso misto de
emoções, mistérios e fantasias...
Sou amante da poesia, borboletas,
céu, estrelas, olhar o mar, pôr do sol,
brisa de outono e cheiro de chuva
Sou o sossego que desasossega quem não compreende
Sou profunda na oriunda subversão para o bem
Sou difusa na profusa calmaria em meio às tempestades
As vezes sou barco à deriva...
E meu olhar ao léu é contemplativo da beleza da criação
Olho tudo, vejo tudo, sinto tudo...
Tento ser mais gente, e passei a andar só com gente...
Sou intensa sim, mas, não vivi nada ainda...
Sou uma rara flor em pleno sertão, caminhando na contramão...
E com graça vou resistindo às adversidades
Nas pétalas do meu coração contém orvalho de
amor, paz e bondade...
Nestes fragmentos de luz recomeço...
Não serei mais a flor, agora sou Beija-flor.
Lene Soares
Transpassou

...Vou amar as pessoas independente de religiões, cor ou escolhas, o amor ultrapassa, transpassa o entendimento.. quero ser definitivamente alguém que segue e procura imitar aquele que como andarilho na terra somente amou. Andou, sentou, comeu, sorriu, chorou, compartilhou com gente simples, normal, que peca, chora e sente dor... gente sem ganância, arrogância, orgulho, mediocridade... quero ser caminhante neste amor; se Ele é o amor e, o amor esta em mim, é compartilhar sem cobrar o que já foi pago. O andarilho do amor que até o último suspiro, amou, e no desconhecido pecador provou , hoje mesmo estarás comigo no paraíso, e o amor transpassou!
Lene Soares
A beleza da Alma
Me apaixono por almas
pela beleza que vem de dentro
de gente com sensibilidade a flor da pele
que transcende, reconhece, identifica
ainda que cala, fala, exala
não força, sente, entende
são gêmeas, acompanha
ainda que longe
admira, quer bem
aplaude, torce, intercede
levanta, canta, encanta
em sintonia, sinergia
abraça, acalma
e sente a alma da gente
Lene Soares
pela beleza que vem de dentro
de gente com sensibilidade a flor da pele
que transcende, reconhece, identifica
ainda que cala, fala, exala
não força, sente, entende
são gêmeas, acompanha
ainda que longe
admira, quer bem
aplaude, torce, intercede
levanta, canta, encanta
em sintonia, sinergia
abraça, acalma
e sente a alma da gente
Lene Soares
Chuva
Traga frescor e lucidez ao meu coração
traga também o amor e a paixão
que o vento me arrepie
que as horas não passem
que a chuva me inunde e transborde
me faça tremer de emoção
e que depois o sol me bata a porta
com sua sedução
trazendo luz e compreensão
mas traga também a razão de me entregar
toda a esta paixão
Lene Soares
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Aquela lua...

Lua cheia
noite meio fria
caminho a beira mar
contemplando ondas
no seu insaciável ir e vir...
a nostalgia se apresenta
em meio a calmaria do
som envolto por espumas
brancas...
me levam ao encontro
de uma imensa saudade que
impõe sua presença...
mergulho na imensidão
da minha alma buscando
sensações dos sonhos a viver...
converso com meu coração
que insiste em falar de você
as palavras são sempre de
paz e esperança...
amor, paixão e tesão...
desejos, calor e vida...
me diz que você não é só um sonho...
que nossa música existe, que a poesia
nos espera junto ao vinho, violão e beijos
me diz que aplaudiremos o pôr do sol e dançaremos ao luar...
diz que a canção que você fez pra mim soará até o raiar do dia...
começo a imaginar meu olhar, e,
o teu olhar a me acariciar...
seu cheiro misturado ao meu,
faz dos pensamentos uma viagem tão real...
continuo imaginando o toque
de suas mãos, do teus beijos molhados com gosto de amor e sal
sinto o vento gelado tocar em meu rosto...
procuro me recompor, mando os pensamentos embora...
Volto a ouvir a voz deste coração que só sabe falar de amor...
E, mais uma vez renasce, pulsa, bate, explode forte em mim
o que parecia fim...
...desperto, sigo em frente e digo sim!
Vale recomeçar só pra te encontrar..
Lene Soares
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Aprendiz
Ando segurando os ponteiros do tempo
caminhando a favor do vento
redescobrindo sabores do viver
conjugando o velho e bom verbo amar
sentindo vontade de voar...
ando tecendo palavras entre estrelas e luar
fiando versos de aprendiz um a um
tentando poesia bordar
brincando com as letras tentando rimar
e talvez no fim poderem se ajuntar
pego papel e caneta que são sempre fiéis
me fazem companhia por noites frias
caneta e papel nunca hão de se cansar...
queria ser como os poetas ter rimas e métricas
carregar mil versos e encantar
pobre de mim sou apenas aprendiz
vivo, caminho e sonho
querendo com isso corações alcançar
aprendiz apenas, mas tenho pretensão...
quero lugar pra chegar no teu peito
com amor e respeito...
não quero alcançar perfeição...
escrevo e assino, aprendiz de poeta então...
caminho vivendo e aprendendo e assim vou escrevendo...
mostrando pro mundo
tecendo de tudo que
não cabe em mim...
jorrando delírios e coisas do amor...
transbordando de dentro do coração também aprendiz!
Lene Soares
domingo, 2 de maio de 2010
Somos um misto de avessos e fases

Estou frente ao mar
imenso mar...
ora calmo e morno
ora bravio e frio
praia deserta
coração deserto
canto das gaivotas
brisa em meu ser...
fecho os olhos encho o peito de ar
... e o lanço com esperança de que a imensidão entenda a introspeção...
o silêncio faz-se necessário...
o momento é música sendo construída na alma
... ainda são só notas compostas no intervalo que se faz
quem fui? quem sou? quero conhecer-me?
só sei que o que existiu de mim não quer mais prosseguir!
quero ser o que quero, e não o que fizeram e querem...
no momento sou apenas um intervalo sendo recriado,
sendo reconstruído...
sou aquele pássaro que vivia preso na gaiola da vida
... eis que a liberdade chegou!
oh! doce liberdade...
enfim, com paz e graça chegou!
a porta estava aberta, mas tive medo...
meus sonhos e desejos de vida me empurraram porta a fora
e cá estou, aprendendo a voar frente ao mar...
_ Silêncio!
fique aí não faça barulho, não aponte meus erros, tropeços e defeitos
deixe-me voar de qualquer jeito
não segure minhas asas querendo ajudar
quero sozinha desta vez voar
quero simplesmente ser um passarinho, mesmo que seja longe do seu ninho
me ame à distância, me ame em silêncio e me queira bem
sou um vazio, o que permanece é todo aquele Amor!
vejo a imensidão do mar, todo este Amor é assim[... ]
eu só quero amar, desaguar neste mar e me reencontrar...
e depois enfim, vazia de mim, irei ao encontro das águas daquele outro mar que se pôs a me esperar...
Lene Soares
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Tarde de Outono
Era uma tarde de outono, fui ao parque próximo de casa...
Caminhei por algumas horas deslumbrada com tamanha beleza das árvores nesta época do ano. E então, me rendi diante de tanta beleza. Sentei-me na grama que parecia mais um tapete de folhas com tons de amarelo e vermelho.Fiquei ali debaixo de uma frondosa árvore, olhando, admirando... e pensei:
_ Ainda que no outono caem as folhas deixando-as desnudas, com a impressão de perda e dor... Nada impede a beleza do seu ciclo...
Pois, após o gélido e cinza inverno a primavera é sempre certa!
Foi então que compreendi o porque de tanta beleza pelo chão...
O amor é como as cores do tapete de outono, pura poesia e renovação...
É um colorido em tons de esperança fresca; e se prestar bem a atenção, as árvores sorriem ao balançar os galhos... As folhas dançam ao cair embaladas à suavidade do som que o vento faz...
Se despem todas, deliciosamente, para receberem o novo ciclo...
Tudo se torna lúdico e mágico...
Este momento de percepção foi meu grande alento...
Por certo, uma resposta do vento...
_ Aprender diante da beleza da realeza natureza,
que o ciclo faz parte para recomeçar e encontrar a certeza do amor na primavera.
Lene Soares
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Janela aberta
Olhando da janela, vejo o tempo que passa depressa
e neste tempo minha vida que passa...
analiso cada cena
cada momento é um verso escrito
cada cena um lema, um dilema, um poema
neste tempo que passa, vão surgindo novos temas
e de outras janelas que vejo da minha
existem outros que também observam,
e assim vamos todos prosseguindo...
os que olham pra dentro adormecem nostalgias
os que olham pra fora sonham poesias...
a vida e o tempo correm de mãos dadas diante do olhar...
mas é encarando-os de frente a cada manhã
que se renovam as esperanças...
o meu olhar é nítido e sempre
estará aberto para a poesia do viver
Lene Soares
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