"Que apesar dos pesares conserva o bom-humor, caça nuvens nos ares, crê no bem e no amor."
Carlos Drummond de Andrade
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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Aquela lua...


Lua cheia
noite meio fria
caminho a beira mar
contemplando ondas
no seu insaciável  ir e vir...
a nostalgia se apresenta
em meio a calmaria do 
som envolto por espumas 
brancas... 
me levam ao encontro 
de uma imensa saudade que 
impõe sua presença...
mergulho na imensidão 
da minha alma buscando 
sensações dos sonhos a viver...
converso com meu coração
que insiste em falar de você
as palavras são sempre de  
paz e esperança...
amor, paixão e tesão...
desejos, calor e vida...
me diz que você não é só um sonho...
que nossa música existe, que a poesia 
nos espera junto ao vinho, violão e beijos
me diz que aplaudiremos o pôr do sol e dançaremos ao luar...
diz que a canção que você fez pra mim soará até o raiar do dia...
começo a imaginar meu olhar, e, 
o teu olhar a me acariciar...
seu cheiro misturado ao meu,
faz dos pensamentos uma viagem tão real...
continuo imaginando o toque 
de suas mãos, do teus beijos molhados com gosto de amor e sal
sinto o vento gelado tocar em meu rosto...
procuro me recompor, mando os pensamentos embora...
Volto a ouvir a voz deste coração que só sabe falar de amor...
E, mais uma vez renasce, pulsa, bate, explode forte em  mim
o que parecia fim...
...desperto, sigo em frente e digo sim!
Vale recomeçar só pra te encontrar..
Lene Soares 

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tarde de Outono

Era uma tarde de outono, fui ao parque próximo de casa... 

Caminhei por algumas horas deslumbrada com tamanha beleza das árvores nesta época do ano. E então, me rendi diante de tanta beleza. Sentei-me na grama que parecia mais um tapete de folhas com tons de amarelo e vermelho.Fiquei ali debaixo de uma frondosa árvore, olhando, admirando... e pensei:
_ Ainda que no outono caem as folhas deixando-as desnudas, com a impressão de perda e dor... Nada impede a beleza do seu ciclo... 
Pois, após o gélido e cinza inverno a primavera é sempre certa!
Foi então que compreendi o porque de tanta beleza pelo chão...
O amor é como as cores do tapete de outono, pura poesia e renovação...
É um colorido em tons de esperança fresca; e se prestar bem a atenção, as árvores sorriem ao balançar os galhos... As folhas dançam ao cair embaladas à suavidade do som que o vento faz... 
Se despem todas, deliciosamente, para receberem o novo ciclo...
Tudo se torna  lúdico e mágico...
Este momento de percepção foi meu grande alento...
Por certo, uma resposta do vento...
_ Aprender diante da beleza da realeza natureza,
que o ciclo faz parte para recomeçar e encontrar a certeza do amor na primavera.
Lene Soares